quarta-feira, 18 de julho de 2012

Uma morte enfraquecida.

O que não nos mata torna-nos mais fortes. Será mesmo assim? Só se for a longo prazo, pois o que fazes comigo definitivamente não me fortalece mas o pior de tudo é que também não me mata; é pior do que tudo isso. Vais-me destruindo aos poucos, vais-me arrancando pedaços da minha alma, enfraqueces-me. Gostava de ser forte e conseguir olhar nos teus olhos, gostava de ter-me à minha frente e dizer-te o quanto te odeio ou o quanto te amo, no fundo é tudo igual. No fundo és o fundo da minha da minha alma, a profundidade mais longínqua e arrepiante do meu ser, és quem me leva à superfície e quem me afunda logo de seguida deixando-me sem fôlego. Quem fui eu para me atrever a mergulhar em tão perigosos mares? Agora só desejo sair deste mundo, quero ir para longe, e não é só de ti, é de tudo, de todos, de mim. Quero fugir de mim, pois agora nem sei que sou, talvez uma sombra esquecida pelo pôr do sol, ou um barco deixado à deriva pelo oceano, ou uma mensagem por enviar. Sou algo que nem eu sei, que ninguém sabe. E tu, quem és? Porque é que fazes isto comigo? Dêem-me algo para tomar, para acabar com esta coisa dentro de mim, sei lá o que é, chamam amor, mas será que é isso mesmo? Aliviem-me, dêem-me um banho de água gelada ou um choque elétrico, algo que simplesmente me acorde e que me afaste de ti. Vou-me afastar, aliás, já o fiz. Tu desviaste os ventos e reverteste a maré, viraste as forças dos mares contra mim. Agora é a minha vez de me atirar ao mar e nadar, nadar para lá da linha do horizonte. Vemos-nos no fim.

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