quarta-feira, 18 de julho de 2012

Se eu não sei, quem saberá?

Estou caída, abandonada, derrotada, estou com medo, triste, confusa, estou sozinha. 
Não sei quem sou, de onde sou, não sei para que estou aqui, não sei distinguir sorrisos verdadeiros de sorrisos enganadores, não sei quem me quer mesmo bem ou quem se quer apoderar de mim, não sei se vire à esquerda ou se continue direita ao teu coração, não sei se olhe para baixo ou se contemple o céu, não sei. 
Quero sorrir mas quero chorar até dizer não, quero ir à lua mas tenho medo de ver a Terra lá de cima, quero a luz do sol mas tenho medo de me queimar, quero uma viagem mas tenho de não voltar, quero escrever-te uma carta mas tenho a sensação que a minha mão vá tremer a cada palavra escrita, quero ligar-te mas tenho medo que a tua voz me sufoque, eu quero. 
Dá-me o mundo mas não me dês o oceano, posso afogar-me. Dá-me um um pouco da tua alma, quero ver a beleza que te constitui, eu sei que és mais forte do que aparentas. Dá-me os teus braços, deixa-me adormecer ao som do piano. Dá-me. 
Meu lar, podes ser doce? Deixa-me sentir sã e salva, deixa-me fechar os olhos e esquecer tudo, todos, tudo mesmo. Estou confusa, tenho o mundo aos trambolhões dentro desta cabeça oca mas tão cheia de pensamentos, estou perdida neste mundo cheio de caminhos desenhados, estou sozinha no meio destas pessoas todas, mas afinal de tudo, quem sou eu? Eu não sei quem sou, mas se eu não sei quem saberá? 

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