sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Para sempre, inocente.

   Encontro-me no banco dos réus, prestes a ser julgada, prestes a ser declarada culpada ou inocente e a ouvir todas as acusações. “Não devias de ter feito isso”; “ O que é que te passou pela cabeça?”; “Sinceramente, parece que já não te conheço”. As minhas únicas palavras foram: a melhor sensação do mundo. De resto, estive perante um tribunal bastante injusto, em que apenas me acusavam, sem ter direito de defesa. Defendo-me agora, finalmente. Porque fiz o que fiz? Porque pela primeira vez na minha vida senti-me livre e forte o suficiente para aguentar qualquer adversidade. Deixei de seguir aquela estrada, e preferi o trilho desconhecido. Se sou culpada ou inocente, não queiras ser tu a decidir isso. Muito menos tu, que nem me conheces, a mim ou aos meus sonhos, tu que nunca quiseste saber dos meus argumentos, ou vontades, não me julgues tu, nem ninguém.
   Deixa-me partir, não sei para onde vou, ou quem irei encontrar, apenas sei que ganharei força suficiente para finalmente ser feliz. Se por acaso, eu quiser voltar para casa mais cedo, não me julgues, deixa-me chegar tal como parti, em liberdade. Serei assim, para sempre, inocente, um ser perdido na inocência da culpa, mas nunca culpado, apenas inocente.

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