sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Encontra-te.

   Vagueio pelas ruas, faço parte da multidão, deste mundo enorme, em que existem tantas pessoas, que eu nem eu mesmo me consigo encontrar. São tantos os quilómetros, mares, ruas e desertos, parece que qualquer coisa te consegue afastar de mim. Mas já sei o que vou fazer, vou deixar que o meu sangue, suor e lágrimas, percorram cada centímetro do meu corpo, naturalmente, para chegar até ti. Preciso de te encontrar, mas primeiro necessito de descobrir quem és, pois os rastos que deixaste pouco me valem. De ti, pouco me leva até quem és, um reflexo na água, um sorriso e um olhar desfocados, uma gargalhada presa na água, e um feixe de luz. Com tantas incertezas, provavelmente serias a coisa mais bela que eu já teria visto. Tentei voltar àquele rio, tentei voltar a ver-te, e via o teu reflexo na água, mas sempre que olhava para trás, tudo desaparecia. Tentei uma e outra vez, foquei aquela imagem, e vi, finalmente vi quem eras. Uma jovem rapariga, de cabelos longos e castanhos, um olhar penetrante, e um sorriso sincero. Percebi que afinal, a razão da minha vida estava ali, mesmo à minha frente, e era.. EU. Sim, eu, porque há-de chegar um momento em que tu irás descobrir a bela pessoa que és, e que já não precisas de procurar mais. Acredita, e hoje poderá ser esse dia, encontra-te.

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