quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Uma luta por vencer.

    Tantas guerras, tantas lutas disputadas... Esta noite foi apenas mais uma, mais uma noite em que eu vesti a minha armadura, agarrei no meu escudo e fui de encontro à morte. Colocaram-me em território desconhecido, com várias frentes de ataque, com pouco espaço para escapar, com inimigos mais preparados do que eu, com uma lua que teimava em aparecer perante o céu escuro, ou seja, eu estava por conta própria. Nada mais via à minha volta sem ser o buraco negro que teimava em arrastar-me para ele, nada mais sentia ao meu redor sem ser as palpitações do meu coração e o meu choro intermitente. As minhas mãos tremiam, mal conseguia segurar a minha arma em condições, comecei a perder as forças e a fraquejar. Essa arma era o meu coração, e por cada segundo que passava eu sentia-o cada vez mais longe, cada vez mais fraco, quase inaudível. Sentia o frio da espada a raspar-me a pele, sentia o meu corpo a arder, mas ao mesmo tempo tremia de tão nervosa que estava. De repente, percebi que estava a morrer nos teus braços e tu sem saberes como reagir...
    Apesar de todas as lágrimas e sangue derramados, continuaste ao meu lado, continuaste a abraçar-me e a dar-me forças para que o meu fraco coração não deixasse de bater, pois sabes que ele bate por ti. E eu sei que não foi fácil, que nunca foi fácil alguém alguma vez aguentar-me por tanto tempo e ainda, apesar de tudo, continuar comigo, agarrando-me com força para que o meu mundo não desmoronasse. Agora apenas quero sobreviver a este conflito, quero acabar esta guerra e reencontrar toda a minha paz contigo, ao teu lado. E eu acredito, bem no fundo do meu ser que um dia nós seremos capazes de voltar ao nosso paraíso, estarei sempre à tua espera.